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Polícias Civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul prendem mulher suspeita de atear fogo e matar o companheiro em Chapecó
Chapecó

Polícias Civis de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul prendem mulher suspeita de atear fogo e matar o companheiro em Chapecó

Ação conjunta das Polícias Civis de SC e RS prendeu investigada em São Borja. Perícia desmentiu versão de acidente doméstico no Palmital.

fachada da delegacia de polícia civil de chapecó

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Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Santa Catarina — por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Fronteira de Chapecó — e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul culminou com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra uma mulher foragida no município gaúcho de São Borja. Ela é acusada de matar o próprio companheiro, Vagner da Silva, mediante incêndio criminoso motivado por disputas financeiras.

O crime ocorreu no dia 13 de agosto de 2026, no bairro Quedas do Palmital, em Chapecó. Na ocasião, a residência do casal foi destruída por um incêndio de grandes proporções. Vagner sofreu queimaduras gravíssimas em grande extensão do corpo e acabou falecendo cinco dias depois no Hospital Regional do Oeste (HRO). A investigada, por sua vez, teve apenas ferimentos leves em uma das pernas.

Perícia desmentiu versão de acidente doméstico

Inicialmente, a suspeita prestou depoimento afirmando que o fogo teria começado acidentalmente no fogão enquanto ela preparava alimentos. No entanto, os laudos periciais da Polícia Científica e o aprofundamento das investigações desmentiram integralmente a versão apresentada.

Os exames técnicos comprovaram que o foco inicial das chamas ocorreu no pavimento superior da casa e que a conduta foi intencional, com o uso de combustível líquido. O crime foi praticado após desentendimentos motivados por exigências financeiras impostas pela investigada durante o processo de separação do casal.

Áudios e mensagens revelaram ameaças e planejamento da fuga

A quebra do sigilo de dados do telefone celular da acusada revelou provas cruciais. A Polícia Civil encontrou mensagens de texto e áudios enviados às vésperas da tragédia em que a mulher ameaçava abertamente colocar fogo na residência caso não recebesse as quantias exigidas. As análises também confirmaram que ela já planejava fugir para São Borja (RS) após a separação.

A investigada responderá perante o Poder Judiciário pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo emprego de fogo. Ela foi encaminhada ao sistema prisional gaúcho e aguardará a transferência para o Estado de Santa Catarina.

Foto de Pedro Silva

Pedro Silva

Universitário de Publicidade e Jornalismo, repórter e produtor de conteúdo no Éder Luiz Notícias e redes sociais.


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